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Biblioteca Digital Europeia

Uma das iniciativas de topo do projecto europeu i2010

 

Em 25 de Agosto de 2006, a Comissão Europeia adoptou uma Recomendação sobre digitalização e preservação digital que incentiva os Estados Membros a implementar mecanismos de digitalização em larga escala, de forma a acelerar o processo de disponibilização em linha da herança cultural da Europa, através da Biblioteca Digital Europeia.

 

Links:

 

Biblioteca Digital Europeia

 

i2010: Digital Libraries Initiative

 

Group's Meetings - Relatórios finais adoptados pela HLEG (High Level Expert Group) para a Preservação Digital

 

 

Projecto RODA

Repositório de Objectos Digitais Autênticos

 

Este projecto visa a criação de um modelo de preservação de objectos digitais de conservação permanente, estabelecendo métodos, processos, criando ferramentas e recursos com o intuito de possibilitar à DGARQ (Direcção Geral de Arquivos) a preservação continuada dos objectos digitais produzidos pela Administração Pública. Um esforço no sentido de preservar a nossa memória social e patrimonial, obedecendo às recomendações europeias sobre preservação digital e disponibilização da herança cultural. Este projecto é apoiado financeiramente em 75% pelo POAP sendo os restantes 25% suportados pela DGARQ.

 

Conheça mais sobre este projecto em:

roda.dgarq.gov.pt

 

 

 

> EVENTOS

 

3th International Conference & Exhibitions on Mobile Government

e

1st International Conference & Exhibitions on Mobile Society

15 e 16 de Setembro (2ª e 3ª-feira)

18 e 19 Setembro (5ª e 6ª-feira)

TURQUIA, Antalya

Mais Informação:

www.mgovernment.org - Mobile Government 2008

www.mgovernment.org - Mobile Society 2008

 

 

3th Workshop on Foundations of Digital Libraries

in conjunction with

12th European Conference on Research and Advanced Technologies on Digital Libraries

18 de Setembro (5ª-feira)

DINAMARCA, Aarhus

Mais Informação:

www.delos.info

www.ecdl2008.org

 

 

SIGDOC 2008

26th ACM International Conference on Design of Communication

22 a 24 de Setembro (2ª a 4ª-feira)

PORTUGAL, Lisboa

Mais Informação:

sigdoc2008.net

 

 

DC-2008
International Conference on Dublin Core and Metadata Applications

“Metadata for Semantic and Social Applications”

22 a 26 de Setembro (2ª a 6ª-feira)
ALEMANHA, Berlin

Mais Informação:

www.dc2008.de

 

 

iPRES 2008

The Fifth International Conference on Preservation of Digital Objects

The British Library will host this year's International Conference on Preservation of Digital Objects (iPRES 2008) at its Conference Centre in St Pancras

29 e 30 de Setembro (2ª e 3ª-feira)

INGLATERRA, Londres

Mais Informação:

www.bl.uk/ipres2008

 

 

 

> VISITAS

 

A Commonwealth of Diverse Cultures

Poland’s Heritage

 [Rzeczpospolita wielu kultur

Dziedzictwo polskie]

 

 www.commonwealth.pl

 

Um belo exemplo de como os novos média potenciam os antigos média na forma de trazer a informação até nós, para alem da riqueza da informação contida.

 

 

> DOCUMENTAÇÃO

 

Descarregue aqui alguma documentação de apoio à Gestão Documental

 

 Guia para a Elaboração de Cadernos de Encargos e Avaliação de Software de Sistemas Electrónicos de Gestão de Arquivos

 

 Recomendações para a Produção de Planos de Preservação Digital - versão 1.1

 

 BRS - Business Requirements Specification - Archiving and Records Management - version 1.0 [EN]

 

Principles and Functional Requirements for Records in Electronic Office Environments:

 

 Module 1: Overview and Statement of Principles [EN]

 

 Module 2: Guidelines and Functional Requirements for Electronic Records Management Systems [EN]

 

 Module 3: Guidelines and Functional Requirements for Records in Business Systems [EN]

 

 Governo Electrónico e Interoperabilidade - Documento Metodológico para a Elaboração de um Esquema de Metainformação para a Interoperabilidade (MIP) e uma Macroestrutura Funcional (MEF) - versão 1.0

 

 MIP - Metainformação para Interoperabilidade, Anexo 1: Exemplos de Aplicação e Anexo 2: Referências - versão 1.0a (versão pré-final)

 

 

 

 

> CULTURA É COMO UM RECIFE DE CORAL

 

Com o aparecimento das tecnologias computacionais, o conceito de preservação e/ou divulgação sofre uma enorme reestruturação. A informação digital é já vulgar entre nós, mas grande parte do legado histórico permanece ainda em suportes não informáticos e em rápida deterioração.

 

 

Existe informação registada em inúmeros suportes nos mais variados locais, muitos deles com grande valor histórico, social, patrimonial ou técnico. Inúmeras entidades, reconhecendo o valor dessa informação, fazem grandes esforços para a sua preservação e/ou divulgação. É inegável o interesse que essa informação tem para as sociedades.

 

 

A digitalização desses materiais surge como uma resposta à sua conservação aliada a um processo capaz de integrar essa informação com os tecnologicamente avançados meios de divulgação e disponibilização a um vasto público.

 

Não obstante, como qualquer outro processo, este apresenta exigências. A digitalização nunca poderá ser considerada um fim em si mesmo. É necessário estruturar todo o processo, muito mais do que só a digitalização enquanto processo técnico. Começando com a definição das prioridades, dos alvos, das praticas, com a selecção dos materiais a digitalizar, a necessidade actual e uso futuro, a escolha dos recursos humanos, a escolha dos recursos técnicos, os procedimentos, tudo o que for necessário para garantir um workflow eficiente e que cumpra as metas definidas, até a definição da preservação da colecção digital, terá que ser previamente definida.

 

A rápida degradação dos materiais, quer pelo seu manuseamento, quer pela sua deterioração natural, fazem do projecto de digitalização uma urgência. Não obstante, este têm que ser cuidadosamente estruturado. A selecção dos materiais deve ser baseada no entendimento do seu potencial, do seu interesse e da sua natureza. Todo o processo deverá ser construído de forma a minimizar a degradação dos frágeis materiais, requerendo a intervenção de um conservador. A própria digitalização difere em muito do simples trabalho de produção de cópias, sendo uma operação sofisticada que requer proficiência.

 

Um bom trabalho de digitalização é baseado na conjugação do conhecimento e do trabalho de vários profissionais de várias áreas combinando capacidades.

 

Como todos os projectos, os recursos terão de ser rentabilizados e no projecto de digitalização estão envolvidos equipamentos sofisticados, que requerem conhecimentos avançados, pois só assim se poderá tirar proveito das capacidades desse equipamento. É oportuno considerar o outsourcing, ponderar se é rentável o investimento nos equipamentos, na formação e nos recursos humanos gastos neste processo, ou se, a opção de entregar o trabalho a um prestador deste serviço, que já tem esse investimento feito e o know-how necessário, não será mais proveitoso.

 

Na selecção dos prestadores deste serviço é importante ser cuidadoso. Muitos deles apresentam uma grande experiência, mas importa realçar que a experiência terá de ser no trabalho com materiais antigos e não com documentação corrente, tal como os excelentes equipamentos não poderão ser rentabilizados sem conhecer de perto os materiais em causa.

 

 

Exemplar bastante degradado.

 

Um negativo de gelatina e brometo de prata em acetato de celulose com falhas no suporte, falhas na emulsão, estalado, partido, ondulado e com canais de ácido acético.

 

(Digitalizado como opaco, para se notarem outros tipos de deterioração. No fim, na caixa lateral, está uma gradação do processo de captura deste mesmo negativo)

 

Sendo materiais muito diversificados, envelhecidos e deteriorados, cujo o objectivo será primariamente a sua guarda pelo tempo máximo possível, os cuidados no processo de digitalização, a escolha dos perfis de captura e a escolha do equipamento são tópicos preponderantes no trabalho da captura digital.

 

Existem no mercado inúmeros equipamentos de excelente qualidade, contudo, a decisão deverá ser baseada na qualidade, na quantidade, no estado de conservação e no orçamento disponível. Muitas vezes equipamentos mais económicos satisfazem as necessidades do imaging process. É sempre uma questão de adequação e não uma questão da quantia no investimento. Esta escolha torna-se mais acertada quanto mais conhecedor dos processos for o responsável pela parte técnica.

 

 

principais tipos de equipamento

 

Scanners planos

=

Encontram-se desde os modelos profissionais aos de utilização doméstica, em ambos os casos com grande variedade de qualidades e preços. Os mais frequentemente usados. Na maioria dos casos pode digitalizar de forma segura materiais antigos em razoável estado de conservação, com bons resultados.

=

Não aconselhável para materiais muito degradados devido à cobertura da superfície de captura.

 

Scanners de tambor

=

Equipamento profissional. Produz imagens de muitíssima qualidade.

=

Extremamente dispendioso e com muitas restrições no uso com materiais antigos devido ao uso de líquidos na montagem dos originais.

 

Scanners planetários

=

Equipamento profissional, especializado e, na maioria dos casos, para a digitalização de publicações antigas com lombada. Muito útil para digitalização de grandes quantidades de publicações.

=

É um equipamento dispendioso e pouco a moderadamente versátil.

 

Scanners de filme e microfilme

=

Equipamento especializado, principalmente para uso profissional, mas que pode ser encontrado em modelos bastante simples e económicos. Processa rapidamente uma grande quantidade de imagens com bons resultados.

=

Utilização restringida apenas a transparências e a alguns tamanhos. Muito pouco versátil.

 

Câmaras digitais

=

As opções neste tipo de equipamento em franco desenvolvimento são enormes. Usadas como na convencional fotografia de estúdio, podem digitalizar uma enorme quantidade de tipos de material, nomeadamente materiais com relevo, volumosos e óptimo para materiais muito degradados. Preços muito competitivos.

=

Devido às características da iluminação, a temperatura do ambiente de trabalho terá que ser monitorizada com mais frequência. Necessário usar sempre uma escala de dimensão.

 

 

 

Para qualquer projecto de digitalização, a avaliação dos riscos envolvidos é sempre o primeiro passo.

 

1 2   3

 

1. Negativo de gelatina e brometo de prata em acetato de celulose – Canais de ácido acético;

2. Negativo de colódio húmido em vidro – Vidro de suporte partido;

3. Negativo de colódio húmido em vidro  – Emulsão fotossensível solta do suporte de vidro.

 

 

De modo geral um scanner plano não causa stress físico aos materiais, contudo existem sempre muitas excepções, desde materiais muito deteriorados, materiais montados, volumosos ou de grande formato, que impossibilitam a captura com este tipo de equipamento, sendo aqui uma opção a utilização de uma câmara digital. Esta, para além de não pôr os originais em contacto com a parte que os alisa ou rebaixa, é também muito versátil.

 

 

Existem três pontos salientes de conservação, no que à digitalização diz respeito. A iluminação, a temperatura e o tempo de exposição as estes elementos.

 

Habitualmente os scanners utilizam lâmpadas de halogéneo ou tubos de catódio frio (lâmpadas fluorescentes), contudo o mecanismo do aparelho pode aquecer a superfície onde se colocam os originais a cerca de 40º C. A iluminação do estúdio ou sala de trabalho (para o caso de se utilizar uma câmara digital) pode também subir a temperatura. É aconselhável monitorizar a temperatura tanto da superfície onde se colocam os materiais para captura, como a sala onde se executa esse trabalho. O calor provoca a descida da HR (humidade relativa) actuando como dessecante sobre os originais.

 

Apesar das quantidades de UV (ultra-violetas) serem bastante reduzidas, ainda assim, a luz provoca danos. Com scanners planos a exposição à luz é feita progressivamente, numa fina faixa de luz, mas é necessário considerar altas resoluções, que afectam a duração da captura, e o pre-scan necessário, ambos factores que aumentam o tempo de exposição, tanto à luz como ao calor. O tempo em que o original permanece no scanner deverá ser mínimo.

 

Para o caso da utilização de câmara digital, a luz será mais intensa, a exposição mais prolongada e todo o objecto está iluminado durante essa exposição. Por estes motivos, deverão ser utilizadas unidades de luz relâmpago ou lâmpadas de catódio frio. Não se deverão encontrar muito próximas do objecto e, no caso das lâmpadas de catódio frio, deverão estar apagadas até ao momento da captura.

 

A exposição à luz deverá ser reduzida ao mínimo, contudo, para permitir a execução do trabalho, poder-se-á utilizar uma luz de presença, de preferência com o mínimo de potência possível. A redução da iluminação e do tempo em que as luzes mais fortes estão ligadas, reduzirão o aquecimento da sala, mesmo assim a sala deverá ser climatizada.

 

 

 

 

Digitalização de imagens

Processo de captação digital de um negativo

 

    

 

O negativo é capturado, invertido para positivo (este passo é executado pelo software de digitalização durante a renderização da imagem) e editado de forma a preencher os requisitos previamente definidos para a captura. Neste caso, foi digitalizado em cor para reter o máximo de detalhe, a correcção teve em vista a recuperação do máximo de informação visual possível, latente no negativo, sem recorrer à correcção dos danos da deterioração. Foram posteriormente arquivados em escala de cinzentos, para obter ficheiros mais leves, pois os originais são negativos preto e branco.

A sensibilidade e cultura visuais, têm aqui um papel preponderante nos resultados finais.

 

Imagens com todos os direitos reservados

 

 

 

Digitalização de texto

Aproximação da captura digital à informação do original

 

 

Cor – 24, 48 ou 96 bits

Escala de cinzentos – 8, 16 ou 32 bits

 

 

 

 

Captação da informação escrita sem perder as propriedades visuais do papel.

·        Mais informação;

·        Ficheiro de tamanho grande;

·        Texto não pesquisável.

Captação da informação escrita com algumas das propriedades visuais do papel.

·        Bastante informação;

·        Ficheiro de tamanho médio;

·        Texto não pesquisável.

 

 

Mapa de bits – 1bit

OCR (Optical Character Recognition) - vectorial

 

 

 

 

Captação da informação escrita sem as propriedades visuais do papel.

·        Menor informação;

·        Ficheiro de tamanho pequeno;

·        Texto não pesquisável.

Captação da informação escrita sem as propriedades visuais do papel.

·        Menor informação;

·        Ficheiro de tamanho médio;

·        Texto pesquisável.

 

 

 

 

 

 

 

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